"Laser" não é um tratamento — é uma família de equipamentos que emitem comprimentos de onda diferentes e atingem alvos diferentes dentro da pele. Um laser de 10.600 nm e um de 532 nm têm quase nada em comum além do nome: um vaporiza a água das células e exige uma semana de recuperação; o outro é absorvido pela hemoglobina dos vasos e permite voltar às atividades no mesmo dia. Escolher errado entre os dois não é uma questão de preferência, é uma questão de segurança.
Este texto organiza os tipos de laser usados na pele numa tabela única — comprimento de onda, alvo, indicações, número típico de sessões e tempo de recuperação —, explica como o fototipo muda a escolha, detalha o caso específico da depilação e lista as situações em que o procedimento precisa ser adiado. A Campedelli Dermatologia atende no Gonzaga, em Santos, e a definição de qualquer protocolo é feita em avaliação presencial pela Dra. Maria Cecília Campedelli, CRM-SP 59521.
Como o laser age na pele: comprimento de onda e cromóforo
Laser é a sigla inglesa para amplificação de luz por emissão estimulada de radiação. O que distingue essa luz da luz comum é que ela é monocromática — tem um único comprimento de onda — e altamente direcionada. Isso permite escolher exatamente qual estrutura da pele vai absorver a energia.
As moléculas que absorvem essa luz se chamam cromóforos. Na pele, três importam:
- Melanina — o pigmento da pele e do pelo. Absorve bem entre 500 nm e 1.100 nm. É o alvo dos lasers de manchas e de depilação.
- Hemoglobina — dentro dos vasos. Tem picos de absorção perto de 540 nm e 580 nm. É o alvo dos lasers vasculares.
- Água — presente em todas as células. Absorve fortemente acima de 1.400 nm, com pico enorme em 2.940 nm e 10.600 nm. É o alvo dos lasers ablativos e dos fracionados não ablativos.
Daí decorre a regra que organiza tudo: o comprimento de onda define o alvo, e a profundidade em que ele atua define a recuperação. Comprimentos de onda mais longos penetram mais fundo. Quanto mais superficial e mais intensa a ação, mais dias de recuperação.
Há ainda o parâmetro que separa dois equipamentos de mesmo comprimento de onda: o modo fracionado. Um laser fracionado divide o feixe em microcolunas, tratando uma fração da área e deixando tecido íntegro entre elas. Esse tecido preservado é o que acelera a recuperação — a mesma tecnologia em modo total exigiria semanas em vez de dias.
Tipos de laser para o rosto e para o corpo: a tabela completa
A tabela abaixo reúne as categorias usadas em dermatologia, com as faixas descritas na literatura. Os números de sessões e de recuperação são faixas de referência, não previsões: variam com a condição tratada, o fototipo, os parâmetros escolhidos e a resposta individual de cada pessoa.
| Tipo | Comprimento de onda | Alvo | Principais indicações | Sessões típicas | Recuperação |
|---|---|---|---|---|---|
| CO2 fracionado (ablativo) | 10.600 nm | água | cicatrizes de acne atróficas, textura, rugas finas, remodelação | 1 a 3, com 1 a 3 meses de intervalo | 4 a 7 dias de descamação; eritema por semanas |
| Er:YAG (ablativo) | 2.940 nm | água | lesões superficiais, renovação de textura, algumas manchas | 1 a 3 | 3 a 5 dias |
| Fracionado não ablativo | 1.540–1.565 nm | água na derme | rugas finas, textura, cicatrizes leves, poros | 3 a 5 | 1 a 3 dias de vermelhidão |
| Nd:YAG pulso longo | 1.064 nm | hemoglobina e melanina profunda | vasos, rosácea, depilação em fototipo alto | 3 a 6 | horas a 2 dias |
| Nd:YAG Q-switched | 1.064 e 532 nm | pigmento | manchas solares, tatuagem, melasma em baixa fluência | 4 a 10 | 1 a 3 dias |
| Alexandrita | 755 nm | melanina | depilação em pele clara, lentigos | 6 a 8 (depilação) | 1 a 2 dias |
| Diodo | 810 nm (também 940 e 980) | melanina e oxihemoglobina | depilação, vasos finos, textura | 6 a 10 (depilação) | horas |
| KTP | 532 nm | oxihemoglobina e melanina | telangiectasias, manchas rubi, eritema facial | 2 a 4 | 2 a 5 dias, com crosta fina |
| Pulsed dye (PDL) | 585–595 nm | oxihemoglobina | rosácea, eritema pós-acne, cicatriz hipertrófica | 3 a 5 | 3 a 10 dias se houver púrpura |
| Luz intensa pulsada (não é laser) | banda de 500 a 1.200 nm | melanina e hemoglobina | fotoenvelhecimento difuso, manchas, eritema | 3 a 5 | 2 a 5 dias |
| Baixa potência (fotobiomodulação) | 630–850 nm | mitocôndria | alopecia androgenética, apoio à cicatrização | protocolo continuado por meses | nenhuma |
Faixas de referência descritas na literatura. O protocolo individual — tecnologia, parâmetros, número de sessões e intervalos — só pode ser definido após avaliação médica presencial.
Repare na última linha antes da fotobiomodulação: a luz intensa pulsada não é laser. Ela emite uma banda larga de comprimentos de onda, filtrada conforme o alvo, em vez de um único comprimento. Isso a torna versátil para quadros difusos e menos precisa para alvos específicos. Confundir as duas é o equívoco mais comum de quem pesquisa o assunto, e muda bastante a expectativa sobre indicação e recuperação.
Ablativo, não ablativo e fracionado: a diferença que decide a recuperação
Essa é a divisão que mais afeta a rotina de quem vai fazer o procedimento, porque é ela que define quantos dias de pele visivelmente alterada estão pela frente.
Ablativo
O laser ablativo vaporiza camadas da pele. A energia é absorvida pela água intracelular, que evapora instantaneamente. É a categoria com maior capacidade de remodelação e também a de recuperação mais longa. O CO2 fracionado é o representante mais usado; o Er:YAG penetra menos e gera menos calor residual, o que encurta o tempo de recuperação em troca de uma ação mais superficial.
Não ablativo
Aqui a superfície da pele é preservada e o calor é entregue na derme. A troca é direta: recuperação curta, ação mais gradual e necessidade de mais sessões. É a escolha frequente para quem não pode ficar dias fora de circulação ou para quadros mais leves.
Fracionado
Fracionado não é uma terceira categoria, e sim um modo de emissão que existe tanto em ablativo quanto em não ablativo. Em vez de tratar 100% da área, o feixe é dividido em microcolunas — tipicamente de 5% a 30% da superfície por sessão. As ilhas de pele intacta entre as colunas funcionam como reservatório de células para a reparação, o que reduz o tempo de recuperação e o risco de cicatriz em comparação com o modo total.
Laser de CO2 fracionado e cicatrizes de acne
Cicatriz de acne não é uma coisa só, e é por isso que o tratamento raramente é um único procedimento. As atróficas — depressões — se dividem em três morfologias: ice pick (estreitas e profundas, como furos de picador de gelo), boxcar (bordas verticais bem definidas) e rolling (ondulações largas causadas por tração de fibras na profundidade). As hipertróficas e os queloides são o oposto: tecido elevado.
O CO2 fracionado atua na remodelação do colágeno durante a reparação das microcolunas, e é a tecnologia mais estudada para as atróficas. Mas há limites relevantes que costumam ser omitidos:
- Cicatrizes ice pick muito profundas costumam responder pouco ao laser isolado, e frequentemente exigem técnicas complementares antes.
- Cicatrizes rolling têm componente de tração fibrosa que o laser não corta — a abordagem combinada é a regra, não a exceção.
- Laser em pele com acne em atividade não é indicado. O quadro inflamatório precisa estar controlado antes.
- Em fototipos mais altos, o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória exige parâmetros mais conservadores e preparo da pele nas semanas anteriores.
Quem está pesquisando especificamente essa indicação encontra mais detalhe em laser de CO2 fracionado em Santos e em tratamento de cicatrizes de acne. Se a acne ainda está ativa, o ponto de partida é outro: tratamento de acne em Santos.
Manchas, melasma e o que o laser não resolve
Manchas de origem solar — os lentigos actínicos, popularmente chamados de manchas senis, e as efélides — respondem a lasers com afinidade pela melanina. A energia fragmenta os grânulos de pigmento em partículas menores, que são removidas pelo sistema imunológico ao longo de dias a semanas. O Q-switched Nd:YAG e o alexandrita são os mais usados nessa indicação.
O melasma é um capítulo diferente, e o mais importante deste texto. É uma condição pigmentar crônica, com componente vascular e hormonal associado, e com forte tendência a recidivar depois de qualquer agressão à pele — inclusive, e principalmente, depois do laser mal indicado. Alguns pontos que a literatura sustenta:
- O laser não é primeira linha no melasma. Fotoproteção rigorosa e tratamento tópico vêm antes.
- Quando o laser entra, é em baixa fluência e como complemento, depois de o quadro estar estabilizado.
- Parâmetros agressivos podem piorar o melasma de forma duradoura, por hiperpigmentação de rebote.
- Sem fotoproteção diária mantida, qualquer clareamento obtido tende a se perder.
Essa distinção entre mancha solar e melasma é a razão mais comum de frustração com laser em pigmentação — as duas parecem iguais no espelho e se comportam de forma oposta. O diagnóstico diferencial é feito em consulta, com luz de Wood quando necessário. Há textos dedicados em tratamento de melasma em Santos e laser para manchas, além de manchas no rosto.
Vasos, rosácea e vermelhidão facial
Telangiectasias — os vasinhos finos e visíveis nas asas do nariz e nas bochechas —, eritema difuso da rosácea, manchas rubi e vermelhidão residual de acne têm em comum o cromóforo: a oxihemoglobina. Os lasers vasculares aquecem o sangue dentro do vaso, o que coagula a parede e leva à reabsorção gradual da estrutura.
Duas coisas precisam ser ditas com clareza sobre essa indicação. A primeira: o laser não cura a rosácea. A rosácea é uma doença crônica com componente inflamatório e de barreira cutânea; o laser trata o eritema e os vasos visíveis, que são uma manifestação dela. O manejo continua envolvendo cuidado de barreira, identificação de gatilhos e, em muitos casos, tratamento tópico ou oral. A segunda: vasos novos podem surgir com o tempo, especialmente com exposição solar continuada, e sessões de manutenção costumam fazer parte do plano.
Esse é um ponto em que morar na Baixada Santista pesa. A exposição solar cumulativa de quem vive no litoral — não a do dia de praia, a dos vinte anos de caminhada na orla e de trajeto a pé no Gonzaga — é o principal fator de dano vascular e de fotoenvelhecimento da face. Mais sobre o quadro em rosácea em Santos.
Depilação a laser: qual tecnologia para qual pele e qual pelo
A depilação a laser funciona por fototermólise seletiva: a melanina do pelo absorve a energia, que se converte em calor e danifica o folículo. Duas consequências saem direto desse mecanismo, e as duas explicam quase todas as dúvidas sobre o assunto.
Primeira: o laser só age em pelo com melanina. Pelo branco, grisalho, ruivo ou muito loiro não absorve energia suficiente, e nenhuma tecnologia da tabela abaixo muda isso. Segunda: o laser só age no pelo em fase de crescimento (anágena), que é uma fração do total num dado momento. Como cada folículo está numa fase diferente, são necessárias várias sessões espaçadas para pegar todos os folículos na janela certa — é daí que vem o intervalo de 30 a 60 dias, e não de uma escolha arbitrária de agenda.
| Tecnologia | Comprimento de onda | Fototipos em que costuma ser preferida | Pelo | Sessões típicas | Intervalo |
|---|---|---|---|---|---|
| Alexandrita | 755 nm | I a III (pele clara) | escuro, fino a médio | 6 a 8 | 30 a 45 dias na face; 45 a 60 no corpo |
| Diodo | 810 nm | I a IV | escuro, médio a grosso | 6 a 10 | 30 a 60 dias |
| Nd:YAG | 1.064 nm | IV a VI (pele mais escura) | escuro e grosso | 6 a 10 | 45 a 60 dias |
| Plataformas de comprimento múltiplo | 755 + 810 + 1.064 nm | I a VI, conforme o modo selecionado | variável | 6 a 10 | 30 a 60 dias |
| Luz intensa pulsada | banda filtrada | I a III | escuro | 8 a 12 | ~30 dias |
Por isso a pergunta "qual o melhor laser para depilação" não tem resposta única: o melhor é o que combina com o seu fototipo e com o seu pelo. Um alexandrita de 755 nm, excelente em pele clara, tem alta afinidade pela melanina da epiderme e por isso exige cautela em pele morena escura ou negra — situação em que o Nd:YAG de 1.064 nm, que atravessa a epiderme com menos absorção, costuma ser a escolha mais segura.
Vale ainda desfazer um termo: "depilação definitiva" é impreciso. O que a literatura descreve é redução progressiva e duradoura da densidade e da espessura dos pelos, com sessões de manutenção espaçadas depois do protocolo inicial. Fatores hormonais, como síndrome dos ovários policísticos, influenciam a resposta e precisam ser investigados quando o padrão de pelo sugere. Há um texto dedicado em depilação a laser em Santos.
Fototipo de Fitzpatrick: por que a mesma pergunta tem respostas diferentes
A escala de Fitzpatrick classifica a pele de I a VI conforme a reação à exposição solar. Ela não é um detalhe cosmético: é o principal filtro de segurança na escolha de um laser, porque quanto mais melanina houver na epiderme, maior a chance de ela competir com o alvo pretendido e absorver energia que não era para ela.
| Fototipo | Reação ao sol | Implicação para o laser |
|---|---|---|
| I | sempre queima, nunca bronzeia | alto contraste entre pele e alvo; boa janela de segurança |
| II | queima com facilidade, bronzeia pouco | boa janela; atenção a bronzeado recente |
| III | queima moderadamente, bronzeia gradualmente | fluências intermediárias; bronzeado precisa ter saído |
| IV | queima pouco, bronzeia sempre | preferência por comprimentos de onda mais longos |
| V | raramente queima, bronzeia intensamente | Nd:YAG 1.064 nm, fluência menor, mais sessões, resfriamento |
| VI | nunca queima | maior risco de hiper e hipopigmentação; critério estrito de parâmetros |
Esse ponto é especialmente relevante na Baixada Santista por dois motivos somados: uma parcela significativa da população tem fototipos mais altos, e o bronzeado de fim de semana é rotina o ano inteiro. Pele bronzeada muda o fototipo funcional na hora da aplicação — uma pessoa de fototipo III que passou o domingo na praia se comporta, para o laser, como fototipo IV. É por isso que a orientação de fotoproteção nas semanas anteriores não é formalidade.
Fotona, Fraxel, CO2 fracionado: o que é marca e o que é tecnologia
Boa parte das buscas por laser é feita por nome comercial de equipamento. Vale separar as coisas, porque isso muda o que perguntar na consulta.
- Fotona, Fraxel, Lumenis, Candela, Cynosure e similares são fabricantes de equipamento. Cada um vende várias plataformas, com comprimentos de onda diferentes.
- CO2 fracionado, Er:YAG, Nd:YAG, alexandrita, diodo, KTP, PDL são tecnologias, definidas pelo comprimento de onda e pelo modo de emissão.
- Uma mesma marca costuma oferecer duas ou três tecnologias diferentes na mesma plataforma. Dizer "fiz laser da marca X" não descreve o procedimento realizado.
O que efetivamente determina indicação, segurança e recuperação é a combinação de comprimento de onda, fluência, duração de pulso, tamanho de spot, resfriamento e modo fracionado ou total — mais a mão de quem escolhe esses parâmetros. Uma boa pergunta na consulta é "qual comprimento de onda vai ser usado no meu caso e por quê", e não "esse aparelho é da marca tal".
Quando o laser não é indicado ou precisa ser adiado
Boa parte das complicações relatadas com laser vem de situações que teriam sido identificadas numa anamnese cuidadosa. As mais frequentes:
- Pele bronzeada ou exposição solar recente. Aumenta o risco de queimadura e de hiperpigmentação. É motivo de adiamento, não de contraindicação permanente.
- Uso recente de isotretinoína. O intervalo seguro antes de procedimentos ablativos é definido em consulta, conforme a dose e o tempo de uso.
- Herpes labial em atividade ou histórico de recorrência. Procedimentos ablativos podem reativar o vírus; quando há histórico, costuma-se prescrever profilaxia antes.
- Infecção ativa na área a tratar — bacteriana, fúngica ou viral.
- Gestação e amamentação. A conduta varia conforme o procedimento e deve ser discutida individualmente.
- Medicamentos fotossensibilizantes, como algumas tetraciclinas, tiazídicos e fitoterápicos à base de erva-de-são-joão.
- Doenças fotossensíveis, como lúpus e porfiria.
- Histórico de queloide ou de cicatrização hipertrófica.
- Melasma em fase instável, pelo risco de rebote pigmentar.
- Tatuagem ou micropigmentação na área, que absorve energia de forma imprevisível.
Essa lista não substitui a avaliação: ela existe para mostrar que a consulta antes do laser tem função clínica concreta e não é etapa burocrática.
Preparo nas semanas anteriores
O que se faz antes influencia diretamente a segurança do procedimento. As orientações gerais, que são individualizadas em consulta:
- Fotoproteção diária rigorosa nas semanas que antecedem a sessão, com reaplicação. Sem bronzeado, sem câmara de bronzeamento, sem autobronzeador.
- Suspensão de ativos irritantes — retinoides tópicos, ácidos esfoliantes e peelings — pelo período orientado.
- Relato completo de medicamentos em uso, incluindo suplementos e fitoterápicos.
- Área limpa e sem produtos no dia: sem maquiagem, sem hidratante, sem desodorante na região a tratar.
- Pelo aparado, não arrancado, quando o procedimento for depilação: cera e pinça removem o alvo do laser. A recomendação é raspar.
- Profilaxia antiviral quando indicada, iniciada antes da sessão.
O texto sobre protetor solar detalha a parte que mais pesa aqui, e vale especialmente para quem mora no litoral.
Cuidados depois e o que esperar dia a dia
A recuperação varia muito conforme a tecnologia. A tabela abaixo descreve o curso habitual de um laser ablativo fracionado, que é o de recuperação mais longa entre os usados na face; procedimentos não ablativos e de depilação encurtam essas etapas para horas ou poucos dias.
| Período | O que costuma acontecer | Conduta orientada |
|---|---|---|
| Primeiras 24 h | calor, vermelhidão intensa, sensação de queimadura solar | compressas conforme orientação, hidratante prescrito, evitar calor |
| Dias 2 e 3 | inchaço, aspereza, pontos escurecidos microscópicos | manter hidratação, não coçar, evitar exercício intenso e sauna |
| Dias 4 a 7 | descamação e saída das microcrostas | não remover crosta, fotoproteção rigorosa, limpeza suave |
| Semanas 2 a 4 | eritema residual e pele mais sensível | fotoproteção contínua, retorno gradual de ativos quando liberado |
| Meses 1 a 6 | processo de reparação e remodelação em curso | fotoproteção mantida e reavaliação nos retornos |
Os princípios que valem para praticamente todos os lasers:
- Fotoproteção é inegociável. A pele tratada fica mais suscetível à radiação ultravioleta, e em Santos a incidência é alta o ano inteiro, inclusive em dias nublados.
- Não manipular a área. Descamação, crostas finas e vermelhidão são reações esperadas; removê-las cedo é o caminho mais curto para uma marca duradoura.
- Evitar calor nas primeiras 24 a 48 horas: sauna, banho muito quente, exercício intenso e exposição direta ao sol.
- Hidratação de barreira com o produto orientado, e não com o que estiver no armário.
- Comunicar qualquer sinal fora do esperado — dor crescente, bolha, secreção, febre — em vez de esperar o retorno agendado.
Laser combinado com outros procedimentos
Raramente uma única tecnologia dá conta de todas as queixas de uma mesma pessoa, porque cada uma atua numa camada e num alvo. Uma abordagem de rejuvenescimento, por exemplo, pode envolver um laser fracionado para textura, um laser vascular para o eritema e outra técnica para rugas de expressão — cada um resolvendo o que os outros não alcançam.
Do mesmo modo, o microagulhamento e o peeling ocupam faixas próprias de indicação e às vezes são preferíveis ao laser, seja pelo fototipo, seja pelo tempo de recuperação disponível, seja pelo tipo de lesão. A definição de sequência e de intervalos entre procedimentos combinados é parte da avaliação, e é o que reduz risco quando várias técnicas entram no mesmo plano. Outras aplicações do laser fora da face estão descritas em laser para estrias, e a fotobiomodulação capilar em queda de cabelo.
O que levar e o que perguntar na consulta
Uma avaliação rende mais quando você chega preparado. Vale levar:
- Lista de medicamentos e suplementos em uso, com doses.
- Histórico de procedimentos estéticos anteriores na área, com datas aproximadas.
- Relato de herpes labial, alergias e cicatrização anormal prévia.
- Informação sobre exposição solar recente e planos de viagem para lugar ensolarado.
- Os produtos que você usa na pele hoje, ou uma foto dos rótulos.
E vale perguntar: qual comprimento de onda será usado e por quê; quantas sessões estão previstas e com que intervalo; quantos dias de recuperação esperar; que sinais são esperados e quais indicam que é preciso avisar a clínica; e o que fazer se você tomar sol sem querer entre as sessões.
Perguntas frequentes sobre laser para pele
Quais são os tipos de laser usados na pele?
Os principais grupos são: lasers ablativos (CO2 de 10.600 nm e Er:YAG de 2.940 nm), que têm a água como alvo; lasers não ablativos fracionados (1.540 a 1.565 nm), que aquecem a derme sem remover a superfície; lasers pigmentares (Q-switched Nd:YAG de 1.064 e 532 nm, alexandrita de 755 nm), que têm a melanina como alvo; lasers vasculares (KTP de 532 nm e pulsed dye de 585 a 595 nm), que têm a hemoglobina como alvo; lasers de depilação (alexandrita, diodo e Nd:YAG); e a fotobiomodulação de baixa potência (630 a 850 nm). A luz intensa pulsada é usada junto com eles, mas tecnicamente não é laser.
Quantas sessões de laser são necessárias?
Varia com a tecnologia e com o objetivo. As faixas descritas na literatura são: 1 a 3 sessões para CO2 fracionado, com 1 a 3 meses de intervalo; 3 a 5 para laser não ablativo fracionado; 2 a 5 para lasers vasculares; 4 a 10 para lasers pigmentares; e 6 a 10 para depilação, com intervalos de 30 a 60 dias. O número real só é definido em avaliação presencial, porque depende da condição, do fototipo e da resposta individual.
Laser para pele tem tempo de recuperação?
Depende do tipo. Lasers não ablativos, de depilação e de baixa potência costumam permitir retorno às atividades no mesmo dia, com vermelhidão de algumas horas. O CO2 fracionado costuma exigir de 4 a 7 dias de descamação, com eritema residual que pode durar semanas. O Er:YAG fica em torno de 3 a 5 dias. Lasers vasculares podem deixar púrpura por alguns dias quando o parâmetro é mais alto.
Qual o melhor laser para depilação?
Não existe um melhor absoluto: existe o mais adequado ao fototipo e ao tipo de pelo. O alexandrita de 755 nm costuma ser preferido em peles claras, fototipos I a III. O diodo de 810 nm cobre uma faixa ampla, dos fototipos I a IV. O Nd:YAG de 1.064 nm é o mais indicado em peles mais escuras, fototipos IV a VI, por ter menor afinidade pela melanina da epiderme. Nenhuma dessas tecnologias age em pelo branco, grisalho ou muito claro, porque falta melanina para absorver a energia.
Laser facial é seguro para peles mais escuras?
Pode ser, desde que o equipamento e os parâmetros sejam escolhidos com esse critério. Em fototipos IV, V e VI, a maior concentração de melanina na epiderme aumenta o risco de hiperpigmentação ou hipopigmentação com equipamentos de alta afinidade melanínica. Comprimentos de onda mais longos, como o Nd:YAG de 1.064 nm, fluências menores, resfriamento adequado e um número maior de sessões fazem parte da estratégia de segurança nesses casos.
Quando o laser não é indicado?
Há situações de contraindicação e outras em que o procedimento é apenas adiado: pele bronzeada ou exposição solar recente, infecção ativa na área, herpes em atividade, gestação e amamentação conforme o procedimento, uso recente de isotretinoína, uso de medicamentos fotossensibilizantes, doenças fotossensíveis, histórico de queloide e melasma em fase instável. A avaliação presencial existe justamente para identificar essas situações antes de qualquer aplicação.
Fotona, Fraxel e CO2 fracionado: qual a diferença?
Fotona e Fraxel são marcas comerciais de fabricantes de equipamento, e CO2 fracionado é uma categoria técnica de laser. Buscar por marca não descreve o tratamento: o que define indicação, segurança e recuperação é o comprimento de onda, o modo de emissão, a fluência e o fato de o laser ser fracionado ou não. Um mesmo fabricante costuma vender vários comprimentos de onda diferentes.
Quem avalia o tratamento a laser na Campedelli Dermatologia?
A avaliação é feita pela Dra. Maria Cecília Campedelli, CRM-SP 59521, na clínica da Av. Ana Costa, 493, Conjunto 85, Gonzaga, Santos-SP. O agendamento pode ser feito pelo telefone (13) 3284-7655 ou pelo WhatsApp (13) 99708-2585, e a indicação é sempre individualizada.
Avaliação a laser em Santos, no Gonzaga
A Campedelli Dermatologia é uma clínica de pele no Gonzaga, em Santos, com mais de 30 anos de atuação. A avaliação para qualquer protocolo a laser é feita por médica de pele — a Dra. Maria Cecília Campedelli, CRM-SP 59521 —, que analisa fototipo, condição a ser tratada, histórico de medicamentos, exposição solar recente e tempo de recuperação disponível antes de definir tecnologia e parâmetros.
A clínica fica na Av. Ana Costa, 493, Conjunto 85, Edifício Vila Rica Center, Gonzaga, Santos-SP, e atende com Unimed, Amil, CAPEP, Caixa de Pecúlio de Santos e particular. Quem está começando a investigar o assunto encontra o panorama de atendimento em médica de pele no Gonzaga e as variações de laser facial em tipos de laser facial.
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Campedelli Dermatologia | Av. Ana Costa, 493, Conjunto 85 – Edifício Vila Rica Center, Gonzaga, Santos - SP, 11060-003
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