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Rosácea: Causas, Sintomas e Tratamento em Santos

Dra. Maria Cecília Campedelli | CRM-SP 59521 | 26/03/2026 | Campedelli Dermatologia, Gonzaga, Santos-SP

Se o seu rosto fica vermelho com facilidade — ao tomar sol, beber algo quente, se estressar ou mesmo sem motivo aparente — pode não ser apenas sensibilidade. A rosácea é uma condição inflamatória crônica da pele que afeta entre 1,5% e 10% da população mundial, segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Comum em adultos entre 30 e 50 anos, ela é mais frequente em mulheres e em pessoas de pele clara, embora possa atingir qualquer tipo de pele.

Apesar de comum, a rosácea ainda é subdiagnosticada. Muitos pacientes convivem com os sintomas durante anos sem saber que existe um diagnóstico — e, mais importante, que existe tratamento. Neste artigo, a Dra. Maria Cecília Campedelli, médica de pele em Santos (CRM-SP 59521), explica o que é a rosácea, quais são seus tipos, os gatilhos mais comuns e as abordagens terapêuticas disponíveis.

O que é rosácea?

A rosácea é uma doença vascular inflamatória crônica que afeta principalmente a região central do rosto — bochechas, nariz, testa e queixo. Diferentemente do que muitas pessoas acreditam, não é uma forma de acne. Enquanto a acne envolve cravos e excesso de oleosidade, a rosácea se caracteriza por vermelhidão persistente, vasos sanguíneos dilatados (telangiectasias) e, em alguns casos, lesões que lembram espinhas.

A causa exata ainda não é completamente conhecida. Estudos recentes apontam para uma combinação de fatores genéticos, desregulação do sistema imunológico inato, alterações vasculares e o papel do ácaro Demodex folliculorum, um microrganismo naturalmente presente na pele que, em excesso, pode intensificar a inflamação. Aproximadamente 30% dos pacientes têm histórico familiar positivo, o que reforça o componente hereditário.

Os 4 subtipos de rosácea

A classificação em subtipos ajuda a entender as diferentes manifestações da doença e a orientar o tratamento:

Subtipo 1 — Eritemato-telangiectásica

A forma mais comum. Caracteriza-se por vermelhidão persistente na região central da face e episódios de flushing — ondas súbitas de calor e rubor. Com o tempo, pequenos vasos dilatados tornam-se visíveis na superfície. A pele costuma ser sensível e intolerante a muitos cosméticos.

Subtipo 2 — Papulopustulosa

Além da vermelhidão, surgem pápulas (elevações sólidas) e pústulas (com conteúdo purulento) que podem ser confundidas com acne. A diferença fundamental é a ausência de comedões (cravos). Esse subtipo é frequente em mulheres e pode causar desconforto significativo.

Subtipo 3 — Fimatosa (rinofima)

Mais comum em homens, envolve espessamento progressivo da pele, especialmente do nariz, que pode aumentar de tamanho e adquirir textura irregular. Embora menos prevalente, é o subtipo que mais impacta a aparência e a autoestima quando não tratado precocemente.

Subtipo 4 — Ocular

Acomete os olhos e as pálpebras, causando olho seco, irritação, sensação de corpo estranho e blefarite (inflamação das bordas palpebrais). Pode acompanhar qualquer um dos outros subtipos ou ocorrer isoladamente. Muitas vezes passa despercebida e exige avaliação conjunta.

Fatores que desencadeiam crises

A rosácea é uma condição em que identificar e evitar os gatilhos é tão importante quanto o tratamento medicamentoso. Os fatores desencadeantes mais comuns incluem:

Uma estratégia útil é manter um diário de crises: anotar o que comeu, fez e usou nos dias em que a vermelhidão piorou. Com o tempo, esse registro ajuda a identificar padrões individuais.

Diagnóstico da rosácea

O diagnóstico é essencialmente clínico, ou seja, baseado na avaliação visual e no histórico do paciente. Não existe um exame laboratorial específico para rosácea. Por isso, a consulta com uma médica de pele experiente é fundamental — tanto para confirmar o diagnóstico quanto para excluir outras condições que podem se assemelhar, como lúpus eritematoso, dermatite seborreica ou alergia de contato.

Na Campedelli Dermatologia, a Dra. Maria Cecília realiza uma avaliação detalhada que inclui análise do tipo de pele, histórico de sintomas, possíveis gatilhos e avaliação com dermatoscopia quando necessário.

Opções de tratamento

Embora a rosácea não tenha cura, é uma condição controlável. O objetivo do tratamento é reduzir a inflamação, minimizar a vermelhidão, prevenir crises e melhorar a qualidade de vida. As abordagens incluem:

Tratamento tópico

Medicações aplicadas diretamente na pele, como metronidazol, ivermectina tópica e ácido azelaico, são a primeira linha para subtipos leves a moderados. Cada princípio ativo age de forma diferente — anti-inflamatório, antiparasitário ou regulador da queratinização — e a escolha depende da apresentação clínica individual.

Tratamento oral

Em casos moderados a graves, antibióticos orais em doses sub-antimicrobianas (como a doxiciclina em dose anti-inflamatória) podem ser indicados. Nesses casos, o efeito terapêutico vem da ação anti-inflamatória, não antibacteriana, o que permite uso prolongado com menor risco de resistência.

Tecnologias a laser e luz pulsada

Para vasos dilatados visíveis (telangiectasias) e vermelhidão persistente, procedimentos com laser vascular e luz intensa pulsada (IPL) são altamente eficazes. Essas tecnologias atuam seletivamente nos vasos sanguíneos superficiais, reduzindo a aparência avermelhada sem danificar a pele ao redor.

Cuidados diários essenciais

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Rosácea e autoestima

Um aspecto frequentemente negligenciado é o impacto emocional da rosácea. Estudos publicados no Journal of the American Academy of Dermatology demonstram que pacientes com rosácea apresentam taxas mais elevadas de ansiedade e depressão, além de constrangimento social. A vermelhidão visível, os episódios de flushing em situações sociais e a necessidade constante de cuidados podem afetar significativamente a qualidade de vida.

Por isso, o acompanhamento médico não se limita à prescrição de medicamentos. Envolve orientação sobre rotina de cuidados, educação sobre a doença e, quando necessário, encaminhamento para suporte psicológico.

Quando procurar uma médica de pele?

Procure avaliação se você apresenta:

O diagnóstico precoce permite um tratamento mais eficaz e previne a progressão para formas mais graves.

Perguntas frequentes sobre rosácea

Rosácea tem cura?

A rosácea é crônica, mas controlável. Com acompanhamento adequado, os sintomas podem ser significativamente reduzidos e as crises espaçadas. Muitos pacientes atingem longos períodos de remissão com a abordagem correta.

Qual a diferença entre rosácea e acne?

São condições distintas. A acne envolve comedões (cravos) e excesso de sebo, enquanto a rosácea se manifesta com vermelhidão, vasos dilatados e pele sensível. O diagnóstico correto é fundamental porque os tratamentos são diferentes — e usar produtos para acne em pele com rosácea pode piorar o quadro.

Protetor solar ajuda na rosácea?

Sim, e é considerado o pilar do tratamento. A radiação UV é o principal gatilho de crises. Protetores com filtros minerais (físicos) são geralmente melhor tolerados por peles com rosácea.

Posso usar maquiagem se tenho rosácea?

Sim. Existem bases e corretivos formulados para pele sensível, livres de fragrância e irritantes. Bases com pigmento verde ajudam a neutralizar a vermelhidão. A médica pode orientar sobre as marcas e formulações mais adequadas.

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Este conteúdo é informativo e educacional, elaborado pela Dra. Maria Cecília Campedelli (CRM-SP 59521), médica de pele. Não substitui a consulta médica presencial. Cada caso deve ser avaliado individualmente. Conteúdo em conformidade com a Resolução CFM 2.336/2023.