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Queda de cabelo: qual médica procurar e exames

Dra. Maria Cecília Campedelli · CRM-SP 59521 · Atualizado em 29/08/2026 · 9 min de leitura

Queda de cabelo: qual médica procurar e exames

Quem percebe o cabelo caindo costuma travar na mesma pergunta antes de qualquer outra: a quem eu levo isso? A dúvida atrasa o agendamento por meses, e meses importam — parte das causas de queda tem tratamento que depende de o folículo ainda estar vivo.

Este texto responde a três coisas de forma direta: qual é a especialidade que investiga queda de cabelo, o que acontece dentro de uma consulta capilar de cerca de 40 minutos, e qual é o painel de exames que costuma sair de lá — com o preparo de cada um e a frequência com que são repetidos.

Queda de cabelo é assunto de qual especialidade médica

O couro cabeludo é pele. O fio é um anexo cutâneo, assim como a unha e a glândula sudorípara. Por isso a investigação da queda começa com a médica de pele, que é quem examina o couro cabeludo com lente de aumento, identifica o padrão da perda e decide se o problema se resolve ali ou se precisa de outra frente.

A área dentro da medicina de pele que se dedica ao cabelo e ao couro cabeludo chama-se tricologia. Ela abrange desde as quedas difusas e reversíveis até as alopecias cicatriciais, em que o folículo é destruído e substituído por fibrose.

Outras especialidades entram no caso, mas quase sempre depois — e a partir de um achado concreto:

O que quase nunca funciona é o caminho inverso: começar pedindo exame de sangue por conta própria, ou por indicação de quem não examinou o couro cabeludo. O sangue não distingue eflúvio telógeno de alopecia androgenética nem de alopecia cicatricial — o exame clínico faz isso, e é ele que define quais exames fazem sentido pedir.

Os padrões de queda que a consulta precisa separar

Falar em "queda de cabelo" no singular é a origem de boa parte da confusão. São quadros diferentes, com histórias diferentes e prognósticos diferentes.

Padrão Como costuma começar Onde aparece Sintoma no couro cabeludo Sinal característico
Eflúvio telógeno De 2 a 4 meses depois de um evento (cirurgia, doença com febre, parto, dieta, perda de peso, medicação nova) Difuso, no couro cabeludo inteiro Às vezes sensibilidade ao toque Muitos fios saindo com raiz esbranquiçada em forma de clava; teste de tração positivo em várias regiões
Alopecia androgenética Lentamente, ao longo de anos Topo e coroa; nas mulheres, alargamento da risca central Ausente na maior parte dos casos Fios finos convivendo com fios grossos na mesma área (afinamento progressivo)
Alopecia areata Em dias a poucas semanas Uma ou mais falhas arredondadas e bem delimitadas Em geral nenhum; às vezes formigamento antes da falha Pele lisa dentro da falha, com os poros preservados; fios curtos afilados na borda
Alopecia cicatricial Devagar, com períodos de piora Áreas irregulares, com frequência na coroa ou na linha frontal Coceira, ardor, dor ou fisgada são frequentes Área lisa e brilhante em que não se enxergam os poros — o folículo foi perdido
Alopecia por tração Meses a anos de penteados que puxam a raiz Linha frontal e têmporas, acompanhando a direção da tração Dor no penteado, às vezes pequenas pústulas Recuo da linha com uma faixa fina de fios preservada bem na borda

A tabela também mostra por que a autoavaliação erra tanto: dois desses padrões não dão nenhum sintoma, e um deles — o cicatricial — tem janela de tratamento curta justamente porque o folículo destruído não volta. É a diferença entre olhar o cabelo e olhar o couro cabeludo.

O que a médica de pele avalia numa consulta capilar, passo a passo

Uma primeira consulta capilar leva por volta de 40 minutos, e a maior parte desse tempo não é exame — é conversa. A sequência costuma ser esta:

  1. Linha do tempo da queda (10 a 15 minutos). Quando começou, se foi súbita ou gradual, se piora em algum período do ano, quantos fios você percebe no travesseiro, no ralo e na escova, e o que aconteceu na sua vida de 2 a 4 meses antes do início — porque o fio que cai hoje entrou em telógeno naquele período.
  2. Histórico de saúde e medicações. Cirurgias, internações, quadros febris, anemia prévia, tireoide, doenças autoimunes na família, ciclo menstrual, gestações, e a lista completa de medicamentos e suplementos com dose e data de início. Vários fármacos de uso comum entram na conta.
  3. Rotina capilar. Frequência de lavagem, tipo de produto, química (coloração, descoloração, alisamento), penteados que tracionam, uso de secador e prancha, apliques.
  4. Exame clínico do couro cabeludo. Avaliação por regiões — frontal, topo, coroa, temporal e occipital —, comparando a densidade de cada uma. A região occipital costuma servir de referência interna, porque é a menos afetada em alguns padrões.
  5. Teste de tração. Cerca de 50 a 60 fios são pinçados junto à raiz e tracionados com firmeza suave até a ponta, em quatro a seis regiões. Sair mais de 10% deles — algo em torno de 6 fios — é considerado positivo e sugere queda ativa. O teste perde valor se o cabelo foi lavado no mesmo dia.
  6. Tricoscopia. O exame com lente de aumento, detalhado no próximo tópico.
  7. Registro fotográfico padronizado. Fotos das mesmas repartições, na mesma distância e com a mesma iluminação, guardadas no prontuário. Servem para comparação clínica nos retornos, não para divulgação.
  8. Solicitação de exames e plano. A conduta é definida caso a caso e discutida na própria consulta.

Por que os 2 a 4 meses anteriores são a pergunta mais importante

O fio tem três fases. O anágeno, de crescimento, dura de 2 a 6 anos e concentra de 85% a 90% dos fios. O catágeno, de transição, dura de 2 a 3 semanas. O telógeno, de repouso, dura de 2 a 3 meses e responde por 10% a 15% dos fios — e é dele que o fio se solta.

Quando um estresse fisiológico empurra uma leva grande de fios do anágeno direto para o telógeno, a queda só se torna visível quando esses fios completam os 2 a 3 meses de repouso. Daí a defasagem. Quem tira o cabelo do banho em setembro está lidando com algo que aconteceu no corpo em junho ou julho — e é por isso que a pergunta "o que mudou na sua vida três meses atrás?" resolve tantos casos.

Tricoscopia: o que a lente enxerga que o espelho não mostra

A tricoscopia é a dermatoscopia aplicada ao couro cabeludo: uma lente com luz polarizada, entre 20 e 70 vezes de aumento, encostada ou não na pele, muitas vezes acoplada a uma câmera. Ela transformou a investigação capilar porque tornou visíveis, no consultório e sem cortar nada, achados que antes exigiam biópsia.

O que aparece na lente O que sugere Por que o espelho não mostra
Fios de espessuras muito diferentes na mesma área (variação acima de 20%)Miniaturização progressiva — típica do padrão androgenéticoA olho nu, um fio fino ao lado de um grosso parece só "cabelo fino"
Predomínio de unidades foliculares com um fio só, quando o normal é 2 a 4Perda de densidade por unidade, e não apenas por áreaA contagem por unidade é impossível sem aumento
Pontos amarelos e fios curtos afilados na borda da falhaAlopecia areata em atividadeA falha parece apenas lisa
Vermelhidão em volta do poro e descamação que envolve a base do fioProcesso inflamatório que pode evoluir para cicatricialConfunde-se facilmente com caspa
Ausência dos poros, com pele lisa e brilhanteFolículo já perdido — área cicatricialParece "cabelo ralo", quando na verdade não há mais folículo
Fios quebrados em alturas diferentes, com pontas irregularesQuebra por química ou tração; também levanta a hipótese de tricotilomaniaInterpretado como "cabelo caindo", quando o fio está partindo, não saindo
Densidade contada por centímetro quadradoPonto de partida objetivo para comparar nos retornosImpressão pessoal não é comparável entre consultas

Duas informações práticas sobre o exame: ele não dói e não precisa cortar fio nenhum. O que às vezes se confunde com tricoscopia é o tricograma, um exame diferente, em que 50 a 60 fios são arrancados para análise das raízes ao microscópio. Com a tricoscopia disponível, o tricograma passou a ser pouco usado na rotina.

Painel de exames pedido na queda de cabelo e o que cada um investiga

Não existe "check-up capilar" fechado. O painel é montado a partir do que o exame clínico encontrou e do perfil de quem está sendo avaliado. A tabela abaixo reúne os exames que mais aparecem nessa investigação, com o preparo de cada um — o item que mais causa repetição desnecessária de coleta.

Exame O que investiga Em qual perfil costuma ser solicitado Jejum ou preparo Frequência de repetição no acompanhamento
Hemograma completo Anemia, infecção, alterações das séries vermelha e branca Praticamente todos, na primeira investigação Não exige jejum A cada 3 a 6 meses, se houver alteração
Ferritina Estoque de ferro do organismo — cai bem antes de a hemoglobina baixar Queda difusa, mulheres que menstruam, dieta sem carne, doadores de sangue frequentes Não exige jejum. Adiar se houve infecção ou inflamação nas últimas 2 semanas: a ferritina sobe falsamente nesses quadros 3 a 4 meses após iniciar reposição
Ferro sérico e saturação de transferrina Confirma ou afasta deficiência quando a ferritina está limítrofe ou elevada por inflamação Mesmo perfil da ferritina, sobretudo em casos duvidosos Coleta pela manhã, jejum de 8 h recomendado, sem suplemento de ferro nas 24 a 48 h anteriores Junto com a ferritina
TSH e T4 livre Funcionamento da tireoide, nos dois sentidos Queda difusa, mudança de peso, intolerância a frio ou calor, ciclo irregular, histórico familiar de tireoide Não exige jejum. Quem usa levotiroxina deve coletar antes da dose do dia A cada 6 a 12 meses; 6 a 8 semanas após ajuste de dose
Vitamina D (25-hidroxivitamina D) Deficiência associada a quadros de eflúvio e a alopecia areata Queda difusa, pouca exposição solar, uso contínuo de fotoprotetor sem reposição Não exige jejum 3 a 4 meses após iniciar reposição
Zinco sérico Deficiência de zinco, que compromete a queratinização do fio Dieta restritiva, cirurgia bariátrica, doença inflamatória intestinal, alcoolismo Coleta pela manhã, jejum de 8 h, sem suplemento de zinco nas 24 h anteriores 3 a 4 meses, se houver reposição
VDRL Sífilis, que pode causar queda em falhas irregulares, com aspecto de área roída Falhas de contorno irregular, quadro atípico ou de causa não identificada Sem preparo Conforme risco individual; repetido se houver nova exposição
Testosterona total e livre Excesso de androgênios circulantes Padrão de afinamento com acne persistente, aumento de pelos no rosto ou no corpo, ciclo irregular Coleta entre 7h e 10h; em quem menstrua, entre o 3º e o 7º dia do ciclo Só se alterado ou se o quadro clínico mudar
SDHEA Produção de androgênio pela glândula adrenal Mesmo perfil da testosterona, sobretudo quando há sinais de virilização Coleta pela manhã, sem preparo especial Repetição pouco frequente
Prolactina Hiperprolactinemia por medicação ou por causa hipofisária Ciclo irregular, saída de leite fora da amamentação, uso de antipsicótico ou de antiemético contínuo Repouso de 20 a 30 minutos antes da coleta, pela manhã; sem exercício intenso nem estímulo mamário nas 24 h anteriores Confirmação em nova coleta se vier alterado

Duas observações que economizam tempo e dinheiro. A primeira: ferritina normal não é a mesma coisa que ferritina suficiente para o cabelo — o valor de referência do laboratório foi construído para diagnosticar anemia, não para avaliar folículo, e a leitura precisa ser feita junto com o quadro clínico. A segunda: coletar exame com preparo errado é a causa mais comum de resultado que não serve. Prolactina colhida logo após correr para o laboratório e ferritina colhida em plena virose já vêm com viés embutido.

Como se preparar: o que não fazer no cabelo nos dias anteriores

A tricoscopia e o teste de tração dependem do couro cabeludo estar do jeito que ele realmente é. Produto, química recente e lavagem no mesmo dia distorcem os dois.

O que levar

  1. Lista de medicações e suplementos, com dose e data de início — inclusive anticoncepcional, vitaminas e produtos de farmácia de manipulação.
  2. Exames dos últimos 12 meses, mesmo os que não foram pedidos para o cabelo. Um hemograma de rotina de seis meses atrás pode fechar o raciocínio.
  3. Fotos antigas do cabelo — de um, dois e cinco anos atrás. É o parâmetro mais honesto de comparação, e quase ninguém lembra de levar.
  4. Uma linha do tempo dos últimos 12 meses: cirurgia, internação, doença com febre, perda de peso acima de 5 kg, mudança ou suspensão de medicação, período de estresse intenso, alteração no ciclo menstrual.
  5. Os nomes dos produtos usados no cabelo, ou uma foto dos rótulos.

Quando a queda pode esperar e quando merece avaliação rápida

Nem toda queda é urgente, e tratar tudo como emergência gera exame desnecessário. Mas há um grupo de sinais em que esperar custa folículo.

Costuma tolerar observação a queda difusa que começou 2 a 4 meses depois de um evento identificável, sem falhas, sem afinamento visível da risca e sem nenhum sintoma no couro cabeludo. Esse quadro tende a ceder sozinho em 3 a 6 meses. Se passar de 6 meses, deixa de ser observação e vira investigação.

Merece avaliação sem esperar melhorar sozinho:

Um caso é diferente dos outros: couro cabeludo com área quente, dolorida, com pus e febre sugere infecção e pede atendimento no mesmo dia, em serviço de urgência se não houver consulta disponível.

E vale a regra que sustenta tudo isto: nenhum conteúdo lido na internet substitui o exame do seu couro cabeludo. A definição de causa e de conduta depende de avaliação presencial, com a lente encostada na pele.

Retornos e acompanhamento: por que o cabelo se avalia em meses

O cabelo cresce cerca de 1 cm por mês, o que equivale a 0,3 a 0,4 mm por dia. Um folículo que sai hoje do telógeno e volta a produzir fio só terá 3 cm em três meses — e 3 cm é o mínimo para que a mudança apareça na foto e na lente. Esse número é a razão pela qual nenhuma leitura séria de resposta acontece antes do terceiro mês.

Momento O que é feito O que se compara Que decisão pode sair daí
Consulta inicialAnamnese, exame clínico, teste de tração, tricoscopia, fotos padronizadas, pedido de examesNada ainda — é o ponto de partidaHipótese diagnóstica e plano inicial
8 a 12 semanasRetorno com os exames em mãos e nova tricoscopiaResultados laboratoriais e tolerância ao planoConfirmar ou rever a hipótese; ajustar o que não está sendo bem tolerado
6 mesesTricoscopia e fotos nas mesmas repartições da consulta inicialDensidade e diâmetro dos fios contra o mês zeroPrimeira leitura confiável de resposta
12 mesesTricoscopia, fotos e revisão dos exames alteradosUm ciclo capilar completoManter a estratégia ou mudá-la
A cada 6 a 12 mesesAcompanhamento de manutençãoEstabilidade ao longo do tempoAjustes finos e vigilância de recaída

Há um fenômeno que assusta e é esperado: em algumas condutas, as primeiras semanas cursam com aumento temporário da queda, porque fios em telógeno são liberados de uma vez quando novos fios começam a empurrá-los. Saber disso de antemão evita que o tratamento seja abandonado justamente no momento em que ele começou a agir — e é uma das razões pelas quais o retorno de 8 a 12 semanas está no cronograma.

Também não se avalia cabelo por contagem diária de fios ao longo do tempo. A queda fisiológica fica entre 50 e 100 fios por dia, e em dia de lavagem, com cabelo longo, o acúmulo de dois ou três dias pode chegar a 150 ou 200 de uma vez sem que nada esteja errado. O que se compara são densidade e diâmetro medidos na lente, sempre nas mesmas regiões.

Atendimento capilar no Gonzaga, em Santos, e regiões atendidas

A consulta com a Dra. Maria Cecília Justo Nascimento Campedelli, CRM-SP 59521, é realizada na Av. Ana Costa, 493, Conjunto 85, Gonzaga, Santos/SP. O Gonzaga concentra boa parte dos consultórios médicos da cidade e é servido pelas principais linhas que ligam a orla ao centro, o que facilita o acesso de quem vem de fora de Santos.

Chegam ao consultório pacientes de Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Cubatão, Bertioga, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe, além de quem desce a serra vindo da região metropolitana de São Paulo.

Para quem está escolhendo onde investigar a queda, vale conhecer o atendimento no Gonzaga e as informações gerais sobre a médica de pele em Santos. Pacientes ligados a instituições da cidade também costumam perguntar sobre a rotina de atendimento pelo Capep — a informação atualizada sobre convênios é dada no agendamento.

Agendamento pelo WhatsApp: (13) 99708-2585. Reserve cerca de 40 minutos para a primeira consulta capilar e leve os itens da lista acima — a avaliação rende muito mais quando a linha do tempo e os exames antigos estão à mão.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta médica. Nenhuma conduta descrita aqui deve ser iniciada por conta própria. O diagnóstico da causa da queda de cabelo e a definição do tratamento dependem de avaliação presencial, com exame do couro cabeludo.

Perguntas frequentes

Qual médico trata queda de cabelo?

A investigação começa com a médica de pele, porque o couro cabeludo é pele e o fio é um anexo cutâneo. A área dedicada ao cabelo dentro da medicina de pele chama-se tricologia. Endocrinologia, ginecologia, hematologia ou nutrição entram depois, e só a partir de um achado concreto do exame clínico ou dos exames de sangue — não como primeiro passo.

Que exames de sangue são pedidos para queda de cabelo?

Não existe painel fixo: ele é montado a partir do que o exame clínico encontrou. Os que mais aparecem são hemograma, ferritina, ferro sérico com saturação de transferrina, TSH e T4 livre, vitamina D e zinco. Em quadros com falhas irregulares acrescenta-se VDRL; quando há acne persistente, aumento de pelos ou ciclo irregular, entram testosterona total e livre, SDHEA e prolactina.

Preciso lavar o cabelo antes da consulta capilar?

Lave 24 a 48 horas antes, e não no mesmo dia. Cabelo lavado na manhã da consulta produz teste de tração falsamente negativo, porque os fios prontos para sair já saíram no banho. Ficar muitos dias sem lavar também atrapalha, porque o excesso de sebo prejudica a leitura da lente. E suspenda finalizadores por 24 a 48 horas: pomada, gel, óleo, leave-in e fibras de queratina em pó apagam os achados da tricoscopia.

A tricoscopia dói ou precisa cortar algum fio?

Não dói e não corta nenhum fio. A tricoscopia é uma lente com luz polarizada, de 20 a 70 vezes de aumento, encostada ou apenas aproximada do couro cabeludo. O exame que arranca fios é outro, o tricograma, em que 50 a 60 fios são retirados para análise das raízes ao microscópio — e ele deixou de ser rotina justamente porque a tricoscopia dá boa parte dessas informações sem remover nada.

Quantos fios por dia justificam procurar avaliação?

A queda fisiológica fica entre 50 e 100 fios por dia, e em dia de lavagem, com cabelo longo, o acúmulo de dois ou três dias pode somar 150 a 200 fios de uma vez sem significar problema. O que pede avaliação não é o número isolado: é a queda acentuada mantida por mais de 4 a 6 semanas, o alargamento da risca central, a redução perceptível do volume do rabo de cavalo, o surgimento de falhas ou qualquer sintoma no couro cabeludo.