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Olheiras: Tipos, Causas e Tratamento em Santos

Dra. Maria Cecília Campedelli | CRM-SP 59521 | 26/03/2026 | Campedelli Dermatologia, Gonzaga, Santos-SP

Poucas queixas são tão universais quanto as olheiras. Elas incomodam por transmitirem uma aparência de cansaço, envelhecimento e falta de vitalidade — muitas vezes sem que a pessoa esteja realmente cansada. Mas o que nem todos sabem é que existem diferentes tipos de olheiras, cada um com causas distintas e, consequentemente, tratamentos específicos.

Compreender essa diferença é o primeiro passo para encontrar uma solução eficaz. Neste artigo, a Dra. Maria Cecília Campedelli, médica de pele em Santos (CRM-SP 59521), explica os principais tipos de olheiras, suas causas e as opções de tratamento disponíveis na medicina atual.

Por que temos olheiras?

A região periorbital — ao redor dos olhos — é a mais delicada do rosto. A pele ali é até 10 vezes mais fina que em outras áreas da face, com pouquíssimo tecido adiposo subcutâneo. Essa fragilidade anatômica torna a região especialmente suscetível a alterações de cor, volume e textura que percebemos como "olheiras".

Os fatores que contribuem para o aparecimento incluem genética (a causa mais comum), envelhecimento natural, exposição solar crônica, alergias, hábitos de vida e até o formato ósseo do rosto. É importante entender que olheira não é uma doença única, mas um sinal clínico com múltiplas origens — e o sucesso do tratamento depende de identificar corretamente o tipo predominante.

Os principais tipos de olheiras

Olheira pigmentar (melanocítica)

Caracterizada pelo excesso de melanina na pele periorbital, é a mais comum em pessoas de pele morena e negra. A hiperpigmentação confere uma coloração marrom ou castanha à região abaixo dos olhos, que não muda significativamente com pressão ou posição.

As causas incluem predisposição genética, exposição solar sem proteção, dermatite atópica (que gera inflamação crônica e depósito de pigmento) e até o hábito de coçar frequentemente os olhos. Pós-inflamatório de alergias oculares é um fator agravante comum.

Olheira vascular

Tem coloração azulada, arroxeada ou avermelhada e está relacionada à circulação sanguínea local. A pele fina da região permite que vasos sanguíneos dilatados ou congestionados fiquem visíveis, especialmente após noites mal dormidas, estresse ou períodos de alergia nasal.

É o tipo que mais oscila ao longo do dia e conforme o estado geral do paciente. Costuma piorar pela manhã (pela congestão noturna) e melhorar ao longo do dia. Pacientes com rinite alérgica ou sinusite crônica são especialmente propensos a esse tipo.

Olheira estrutural (sulco lacrimal)

Não é propriamente uma alteração de cor, mas sim de volume e contorno. O aprofundamento do sulco lacrimal — a depressão entre a pálpebra inferior e a bochecha — cria uma sombra que dá a impressão de olheira escura. Esse tipo está relacionado à perda de gordura facial e remodelamento ósseo que ocorrem com o envelhecimento.

Pode aparecer precocemente em pessoas com estrutura óssea proeminente (olhos mais fundos) e se acentua progressivamente a partir dos 30-35 anos. É o tipo que menos responde a cremes e mais se beneficia de abordagens que restauram volume.

Olheira mista

Na prática clínica, muitos pacientes apresentam uma combinação de dois ou mais tipos. Uma paciente pode ter componente pigmentar e vascular simultaneamente, ou hiperpigmentação associada a perda de volume. A avaliação médica detalhada é essencial para identificar todos os componentes envolvidos e montar uma estratégia de tratamento combinada.

Tratamentos para olheiras

O tratamento eficaz das olheiras começa com o diagnóstico correto do tipo predominante. Não existe abordagem única que funcione para todos os casos. As principais opções incluem:

Para olheiras pigmentares

Para olheiras vasculares

Para olheiras estruturais

Abordagem combinada

Como muitas olheiras são mistas, o melhor resultado geralmente vem da combinação de técnicas. Por exemplo: despigmentante tópico + laser vascular + preenchimento leve. A médica monta um protocolo personalizado após avaliação detalhada.

Cansada de olheiras que não melhoram?

Cada tipo de olheira pede uma abordagem diferente. Agende uma avaliação com a Dra. Maria Cecília Campedelli para identificar o seu tipo e descobrir o tratamento mais adequado.

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O que NÃO funciona para olheiras

É importante desmistificar alguns "truques caseiros" que circulam na internet:

Cuidados diários para a região dos olhos

Independentemente do tipo de olheira, alguns hábitos ajudam a manter a região em melhor estado:

Perguntas frequentes sobre olheiras

Olheira tem cura?

Depende do tipo. Olheiras vasculares e pigmentares podem ser significativamente atenuadas com tratamento adequado. Olheiras estruturais podem ser melhoradas com preenchimento e técnicas de restauração de volume. O essencial é identificar o tipo correto para escolher a abordagem certa.

Cremes para olheiras funcionam?

Cosméticos com vitamina C, retinol, cafeína e ácido kójico podem ajudar em olheiras pigmentares leves e vasculares. Mas para resultados mais expressivos — especialmente em olheiras estruturais ou de longa data — procedimentos médicos são mais indicados. A médica de pele pode orientar a melhor combinação para cada caso.

Dormir mais resolve olheiras?

O sono adequado melhora olheiras vasculares, pois reduz a congestão dos vasos sanguíneos ao redor dos olhos. No entanto, olheiras pigmentares e estruturais não melhoram apenas com mudanças no sono — precisam de tratamento específico.

Olheira é hereditária?

Sim. A predisposição genética é o fator mais importante, especialmente para olheiras pigmentares e estruturais. Se seus pais ou avós têm olheiras marcadas, a tendência é que você também apresente. Isso não significa que não há o que fazer — mas sim que o tratamento deve ser contínuo e bem orientado.

Este conteúdo é informativo e educacional, elaborado pela Dra. Maria Cecília Campedelli (CRM-SP 59521), médica de pele. Não substitui a consulta médica presencial. Cada caso deve ser avaliado individualmente. Conteúdo em conformidade com a Resolução CFM 2.336/2023.